10 de jan. de 2013

.. continuando ..

    Em 2008, desmotivada em perder peso e recém formada numa profissão que amo de paixão, me dediquei ao trabalho. Trabalhei em alguns locais bem legais, mas foi em 2010 que fui contratada na clínica onde trabalho até hoje; e lá conheci uma podóloga que fez redução de estômago em 2009.
    Nem preciso falar que eu era (e ainda sou) a mais obesa de todas, ou melhor, a única obesa da clínica. Mas nem queria saber de ouvir falar em redução de estômago. Pensava que isso era para pessoas sem força de vontade, que se eu me empenhasse de verdade, conseguiria emagrecer sem fazer cirurgia. 
    Resolvi procurar uma nutricionista particular no início de 2011. A princípio foi ótimo, me ensinou a comer bem, sem sentir fome e de maneira saudável. Mas, segundo a nutricionista, esse meu jeito de não me importar com a aparência estava me atrapalhando, pois não tinha motivação de avançar na reeducação, além do tempo, que eu não tinha, para atividades físicas, pois meu marido ainda estava em curso (e em 2013 ainda esta). 
    Enfim, em 2012, procurei uma endocrinologista. Me virou do avesso, em matéria de exames. Pediu vários e todos estavam muito bons: colesterol, triglicerídios, taxas de glicose, hemogramas, tireoide, nada acusava algum tipo de distúrbio ou descontrole. Então me receitou Sibutramina. 
    O primeiro mês foi uma maravilha, reduzi 2k. Veja bem, pra quem só vinha aumentando, reduzir 2k é muito bom. No segundo mês reduzi 3k, totalizando 5k em dois meses. A médica disse q era pouco, mas eu estava achando o máximo. O problema é q a Sibutramina não pode ser ingerida com bebida alcoólica e com isso deixei de tomar regularmente, a ponto de sobrar de um mês para o outro. E nessa de não precisar comprar pq ainda tem, fiquei sem receita e sem medicamento. Resultado: dos 5k perdidos, "achei" 8k. Daí me apavorei. 
    A médica me explicou que era assim mesmo o efeito do medicamento, mas me sugeriu a cirurgia de redução de estomago. Disse q era bom eu me informar numa equipe multidisciplinar sobre a cirurgia, pois eu tinha baixos riscos, já que meus exames estavam todos bons, que eu não tinha nem pressão alta e que seria muito bom fazer agora que sou nova e olhei diferente pra hipótese da cirurgia. A médica também disse que a tendência do obeso é desenvolver essas doenças que eu tanto tenho orgulho em não ter, que a cada ano que passa meu organismo fica mais lento e mais difícil em responder essa queima de gordura. Decidi buscar informações sobre o assunto e foi o que fiz desde então.

Nenhum comentário:

Postar um comentário